Final Fantasy IX

Final Fantasy IX

"Incrível"

Análise de Final Fantasy IX: O Retorno dos Cristais e uma despedida digna para série no PlayStation

O mundo de Final Fantasy foi criado em volta dos cristais, que segundo a história, protegiam o equilíbrio do planeta. Com o tempo, a história foi ficando gasta e os escritores abandonaram os cristais, mas agora eles estão de volta, pra fechar a saga.
Por , publicado em 21 de Abril de 2018
Analisado no PlayStation

Não, não estamos mentindo, os cristais realmente voltaram na história de Final Fantasy IX, mas não voltaram exatamente como eram mencionados nas histórias de Final Fantasy I ao V, agora eles ganharam um retoque no seu papel na história.

Oito, oitenta, ou você ama, ou você odeia. Essa frase resume bem Final Fantasy IX, já que teve um regresso no quesito visual de personagens (pois é, o responsável pela criação dos personagens, Tetsuya Nomura estava trabalhando em outros projetos e Toshiyuki Itahana tomou seu lugar).

O pequeno Zidane e sua calda ao estilo Goku

De cara você encontra uma espécia de Goku criança, super sayajin, e sem músculo algum e um cabelo horrível, claro. O nome dessa criatura é Zidane Tribal. Um ladrãozinho muito esperto e cômico, claro (e óbvio, tinha que ter um rabo! Não se preocupe, ele é único na espécie...).

Foi com certeza a mais fraca criação de personagem desde Final Fantasy V, um problema que fez alguns gamers torcerem o nariz para o nono game da série, mas não pense você que este é um game ruim, pois não é. Quer saber o porquê? Então vamos lá.

A história de Final Fantasy IX é muito mais fraca do que os demais Final Fantasys, é mais infantil e não existem revira-voltas marcantes no game, mas não deixa ter sua beleza. Tudo começa com um foco único, a Princesa Garnet Til Alexandros XVII, que possui uma mãe (sim, o mostro roxo que parece um hambúrguer gigante é a mãe daquela coisinha linda.), que por ser rainha, esnoba a tudo e a todos ao seu redor, incluindo sua própria filha, Rainha Brahne, como é chamada, lhe causará revolta, pois em determinada parte do game, tentará matar sua própria filha (calma, esse spoiler nem foi assim grandes coisas... Acredite!).

A Rainha Brahne, ruim por natureza, é rainha de Alexandria e possui grandes planos para os domínios vizinhos ao dela. Com uma guerra, Brahne pretende dominar toda área do Mist Continent.

Garnet, ou Dagger, vai tocar seu coração, até em momentos mais complicados com relação a sua mãe.

Princesa Garnet, por sua vez, quer estar longe de sua mãe e já não suporta mais a vida que está levando dentro de Alexandria e durante a apresentação de um grupo de teatro chamado Tantalus, ela coloca seu plano de fuga em ordem, para fugir junto com o grupo de teatro. O problema é que Tantalus, na verdade é um grupo de ladrões, que faz suas operações durante as apresentações de teatro e vão a Alexandria, justamente para seqüestrar a princesa Garnet, ou seja, juntou a fome com a vontade de comer.

Albert Steiner é o principal guardião da princesa, um capitão da guarda real que é muito atrapalhado e “esquentadinho”. Ao saber do seqüestro da princesa, Steiner corre atrás do grupo de teatro para buscá-la, o problema é que ao chegar lá, a rainha Brahne ordena a seus soldados que liberem um monstro de fogo e o lança contra Tantalus, mesmo vendo que sua filha está lá.

Por fim o navio voador acaba por ser quase destruído por completo, em chamas, cai em uma floresta e explode, mas ninguém morre, apenas ficam feridos. A partir desse momento a história tem seu início e um personagem não comentado aqui, lhe chamará a atenção – Vivi Orunitia, um jovem Black Mage, que seu rosto é totalmente negro, não existem linhas, nada, só um vazio escuro e os olhos amarelos. Esse Black Mage se tornou um dos ícones de Final Fantasy IX devido a sua história, que lhe cativará bastante.

Onde os cristais se revelam na história? É com Eiko Carol, uma jovem garotinha de 6 anos com a capacidade de invocar eidolons, os chamados “summons” e ela carrega um cristal que segundo ela, foi lhe passado por seus falecido avô, que alertou a garota que só poderia sair de Madain Sari, sua cidade natal, quando tivesse dezesseis anos de idade, até lá, ela jamais deveria abandonar o cristal.

Eiko descobre que Garnet, que a essa altura trocou seu nome para Dagger, tem um cristal igual, na verdade uma segunda parte do cristal e juntos podem invocar Alexander, um poderoso summon que é chamado para proteger Alexandria de Bahamut.

Léveis e Habilidades

Vamos ao sistema de Levels e Habilidades, que aqui teve mudanças perante aos games anteriores. Primeiro que para super de nível (Level), ainda é necessário ganhar EXP, até ai okay, o problema está nas magias e habilidades do game. Agora você só poderá usar uma magia, quando tiver pontos para aprendê-la, mas depois que aprender, a habilidade, ou magia, fica pra você.

Quem lhe oferecerá as magias e habilidades são suas armas e acessórios, cada magia requer determinada quantidade de pontos para ser ativada, depois de ativada, a arma ou acessório, pode ser trocado, mas caso seja trocado antes de habilitar a magia, ou habilidade, você não terá acesso a ela.

Depois de ter aprendido, as habilidades podem ser acessadas pelas “Magic Stones” que permitem usarem as magias e/ou habilidades que forem preenchidas pelas Magic Stones.

Campo do Mapa Mundi, por assim dizer (World Map) ganhou maior interatividade com o usuário, que agora tem itens a serem checados do World Map, que também ganhou mais tamanho e tem áreas onde fica de noite, de dia e com um entardecer.

A batalha é outro detalhe inédito na série, pois além de trazer 4 personagens (ok, não é inédito, era possível jogar com 4 personagens, com exceção de Final Fantasy VII e VIII), agora é possível se jogar em 2 players! Exatamente, você e um amigo podem fazer a batalha de Final Fantasy IX juntos, cada um controla dois personagens.

Sistema de Batalha

O sistema de batalha também trouxe o sistema Trance, que é uma espécie de Limit Break, mas as habilidades do Limit Break do personagens, são ligadas as habilidades que o personagens aprender, então seu Trance dependerá das habilidades que estão disponíveis para seu personagem usar. Vivi ganha Double Magic, quando está em trance e Steiner eleva sua força.

Lembra que nos antigos Final Fantasys existiam classes de personagens? Pois bem, aqui não estão bem definidas, mas é muito notável. Vivi é um Black Mage, Zidade, um Thief, Amarant, um Monk, Quina é um Blue Mage, Garnet , um White Mage e Eiko uma Summoner, mas como disse, você não encontrará essa definição dentro do personagem, mas é bem notória!

O game trouxe o Active Time Event, que lhe permite ver o que está acontecendo durante sua aventura, ou seja, enquanto você resgata Garnet, o que acontecia com o grupo Tantalus? O Active Time Event mostrará, alguns são opcionais, outros, obrigatórios.

Para finalizar as novidades, os Moogles, que voltaram com força total e reconquistaram aos gamers! Os Moogles em Final Fantasy IX são conhecidos por sua Mognet, capaz de trazer e levar informações e itens usando seus personagens.

Quanto a música, recebeu um toque especial e veio com a mesma qualidade dos MP3, além de ter sido muito bem trabalhada, mesmo que a música de batalha as vezes chegue a ser extremamente irritante, por ser muito repetitiva.

Final Fantasy IX também trouxe a sua trilha sonora música cantada.

"Incrível"
Final Fantasy IX
O lado bom
  • O game traz um sistema de batalha muito bom!
  • Personagens são fortes, Vivi irá cativar você.
  • Bons gráficos poligonais e CGs bem construídas.
O lado Ruim
  • A história é fraca em relação a outros Final Fantasys.
  • O design dos personagens não ficou muito bom como os games anteriores.

Conclusão

Este game foi feito em especial para os gamers que jogaram os clássicos Final Fantasys, do I ao VI, onde verão os antigos games passados de forma maravilhosa para a geração atual daquela época.

A saga Final Fantasy encerrou seu reinado no PlayStation (one) da Sony com grande estilo.

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