Silent Hill

Silent Hill

Lançamento: 30/01/1999 NA
"Incrível"

Análise de Silent Hill: Uma história Sinistra que vale ser vivida ainda hoje em dia

Uma cidade dominada pelas trevas, demônios por toda parte, mistérios atrás das portas, um mundo de loucura que somente um louco poderá sair...
Por , publicado em 30 de Junho de 2019
Analisado no PlayStation

Enquanto o mundo aguardava um novo “Resident Evil” a Konami toma a frente e ao invés de fazer um game nas mesmas bases do clássico “Resident Evil” acaba dando um novo conceito a palavra “terror” fazendo com que qualquer gamer de plantão fique com os cabelos arrepiados numa envolvente teia de mistério e suspense, com muito terror psicológico neste game que hoje é o clássico, Silent Hill.

No inicio do game você é brindado com cenas em CG muito bem produzidas, mostrando Harry Mason e sua filha Cheryl a caminho da velha cidade de “Silent Hill”.

Susto após a aparição na estrada

Mas em algum ponto da estrada a viagem é interrompida com uma jovem atravessando a estrada no meio da noite fazendo com que Harry perca a direção e tenha um grave acidente. Enquanto Harry recupera a consciência, ele se vira para socorrer sua filha, mas logo percebe que ela simplesmente sumiu.

Seja bem vindo a Silent Hill, sua filha desaparecida deixa rastros para Harry, e o único meio de encontra – lá é descobrindo os mistérios que a cidade esconde. Considerado mais para um jogo de aventura e não um título de ação, Silent Hill habilmente qualquer imitação óbvia da série Resident Evil, tomando um rumo mais literário no mundo do horror.

Com ênfase no caráter e história, Silent Hill prefere apelar para a imaginação do jogador, limitando sua visão de um pequeno intervalo de luz cercado pelas trevas impenetráveis ou rangendo qualquer apreensão da realidade que o jogador pode ter sobre o que exatamente está acontecendo no jogo.

O fator mais importante de intervalos de imersão “in game” são suas qualidades de representação da Konami em relação a Harry como um cara normal, com quem os jogadores podem se identificar com o excelente uso de sons ambientais para travar jogadores com a guarda baixa em seus momentos mais vulneráveis.

O objetivo de Harry na trama não é dos melhores e seu ritmo de corrida, embora mais rápido do que a maioria dos inimigos, ainda mantém uma batida de coração de distância de ser ceifadas pelos demônios enlouquecidos nas ruas de Silent Hill.

Na verdade, por causa da quantidade limitada de munição disponível no game e inexperiência de Harry com armas de fogo, você acabará fugindo dos inimigos mais frequentemente do que confrontá-los. E esta é uma das melhores características do jogo.

Harry se protegendo das criaturas na escola primária.

Isso serve para reforçar o elemento de aventura em Silent Hill, mas o que também atrai o gamer para esse mundo macabro é a mistura de realismo e loucura que se encontra no jogo. Equipado com apenas uma lanterna de bolso, Harry é forçado a explorar áreas onde demônios se escondem na espreita apenas um pouco fora de alcance. Muitas vezes, você vai ouvi-los antes que você possa realmente vê-los, aumentando o fator de tensão e assustar o jogador ainda mais. Mas como de se esperar, Silent Hill ainda está longe da perfeição.

Em um ambiente de jogo totalmente 3D o jogo apresenta quebras de polígono e cenários apesar de bem feitos, os níveis de detalhes foram pouco trabalhados (mesmo para a época). Mas quando você se encontrar em ambientes totalmente escuros, a qualidade das texturas aumentam consideravelmente, talvez seja pelo fato da escuridão esconder a simplicidade da coisa.

Os controles também não são muito precisos, principalmente quando você se encontra em corredores estreitos, a movimentação do personagem pode acabar ficando lenta, e ele se enroscar em vários lugares muito facilmente, isso contribuiu para aumentar a frustração do jogador. Já a trilha sonora ficou bem eficiente, com musicas bem produzidas ainda que não excelentes, mas pontual naqueles momentos desesperadores no qual você está fugindo de uma criatura louca para arrancar uma casquinha sua.

Conclusão: Se você é o tipo de jogador que busca muita ação e terror, com explosões e ri timo bem ágil certamente “Silent Hill” não é um jogo para você. Mas para qualquer gamer que busca um título sólido, inovador que consegue contar uma história maravilhosamente gratificante, que apela para o psicológico com quebras cabeças inteligentes e estratégia de sobrevivência somada a uma dificuldade razoável, certamente está na hora de fazer compras e incluir esse clássico no carrinho.

"Incrível"
Silent Hill
O lado bom
  • Trama envolvente
  • Trilha sonora bem produzida
  • Gráficos bons seguindo o padrão (da época)
O lado Ruim
  • Combates às vezes enfadonhos
  • Controles não muito precisos

Conclusão

A experiência única do game o torna completamente envolvente ainda nos dias de hoje e é impossível não se contagiar com o sentimento de desespero em vários momentos em que você presencia Harry passando de um mundo ao outro dentro de Silent Hill. Esse jogo continua fascinante para os amantes de terror psicológico.

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