Silent Hill 2

Silent Hill 2

Lançamento: 24/09/2001 NA
"Incrível"

Te encontrarei em nosso lugar especial, Silent HillAnálise Oficial

Silent Hill 2 não quebra qualquer moldes ou nem mesmo revoluciona o gênero de “Survival Horror”, mas por outro lado conta uma história bem surreal que é de uma forma estranha dolorosa, com gráficos bonitos e controles melhorado.
Por Marcelo Hillesheim, publicado em 30 de Junho de 2019
Analisado no PlayStation 2

Silent Hill 2 não quebra qualquer moldes ou nem mesmo revoluciona o gênero de “Survival Horror”, mas por outro lado conta uma história bem surreal que é de uma forma estranha dolorosa, até mesmo um pouco deprimente, e ao mesmo tempo mantém o jogador a tentar adivinhar todo o caminho até o fim.

A primeira parada em Silent Hill

O esquema de controle não fica no caminho da diversão, e o estilo visual é atraente e eficaz. Já o nevoeiro parece ser grosso, pesado, escondendo muito do cenário.

O jogador encarna a pele de James Sunderland, um homem solitário e deprimido que já foi casado. Sua ex-esposa, Mary, morreu há três anos por uma terrível doença, e desde então, tem vivido sozinho sem nem ao menos tocar no assunto. Então, um dia, James recebe uma carta, assinada por sua mulher "morta" Mary, implorando para que ele a encontre na cidade de Silent Hill. Na carta diz, "Silent Hill, nosso lugar especial... Eu estarei esperando por você lá." Perturbado, perplexo e intrigado, James deixa suas emoções decidir contra a lógica, e parte para Silent Hill.

Obviamente uma carta de um morto só poderia significar “problemas”, e James mal sabe para onde está indo... Dentro do gênero “Survival Horror”, ângulos de câmera cinematográfica já se tornaram clichê, eles servem para criar um clima genuíno ou sentimental.

Os programadores da Konami têm se esforçado para criar ângulos de câmera fixa complementada por movimentos, câmeras móveis que fornecem o jogador com um nível respeitável de controle sobre o que eles estão olhando, mas isso é uma tarefa árdua.

Em Silent Hill 2, os problemas de ser atacado por inimigos de fora da tela foram abordados frontalmente. Os jogadores são ocasionalmente colocados em um cenário de quadro fixo. Os ângulos de câmera podem mudar com o botão L2, e com o botão L2 pressionado, os jogadores podem encaminhá-los ao mover o analógico direito (R3). A câmara é colocada em um ponto eqüidistante de mover o personagem em quase todas às vezes.

Quando estiver dentro de um estreito corredor, a câmera sai da parede e localiza o ponto e a distância que lhe dá liberdade para ver o que está vindo ao redor da curva. Não há nenhum corte, nem há detecção de colisão ruim no game, cada tiro é controlado e afinado.

Além disso, os jogadores têm a opção de selecionar mais de um ajuste da câmera, que permite uma grande variedade de jogadores para desfrutar do jogo. As câmaras ainda não estão perfeitas, e mesmo com este híbrido ainda / itinerante sistema de câmera, os jogadores vão inevitavelmente ter que aprender a usar - lá.

O melhor exemplo de como esse esquema não funciona é encontrado em lutas contra os inimigos que voa. Em Resident Evil você tinha morcegos e corvos. Em Silent Hill 2 você tem assustadores, Caged, freaks humanóide pendurados no teto que sufoca com os pés. Não importa. Você toma muito mais dano do que o necessário, quando envolvidos em brigas com esses monstros.

Em geral a Câmera até inova em determinados ângulos! Assim como a Konami realizou no primeiro Silent Hill para PlayStation, Silent Hill 2 é um estudo de surrealismo, mistério e medo psicológico. O jogo é perfeitamente criado desde o início, atmosfera, ambientes inquietantes, e os personagens instáveis.

As ruas de Silent Hill

Como conforme James aprende sobre a cidade em que ele está, a sensação de "arrepio" pode ceder um pouco. Mas estranhamente, cada coisa no jogo foi trabalhada para criar uma sensação de frio. Passo a Passo na grama, cimento, vidro quebrado ou na água, todos os sons funciona de forma diferente. As músicas estão cada vez mais eficaz, mas não perfeitas.

O rádio já ajuda a aumentar a tensão, como no primeiro titulo. Já o nevoeiro parece ser tão grosso e pesado que causa até uma sensação de claustrofobia, você não consegue ver absolutamente nada a 12 passos a frente, é como se você estivesse preso em um lugar sem saída. Mas em ambientes internos como edifícios, o visual muda para estilo clássico, lanterna no peito, corredores escuros, e barulhos incidentais. Uma novidade no game é que James pode reconhecer objetos que pode pegar como munição, life, e até mesmo chaves.

Quanto à fórmula de jogo padrão aparentemente inerente ao gênero de Survival Horror, Silent Hill 2, certamente não se foca a ação, mas sim em muitos quebras cabeças. O game mistura uma quantidade saudável de exploração, o game até oferece enigmas difíceis e mais variados que o primeiro.

Mas para os jogadores “menos dedicados”, o game possibilita à opção de escolher a dificuldade, tanto na ação quanto nos enigmas, algo novo na série. Já os mais “competitivos” podem colocar o game no nível mais difícil, e após terminar em todos os modos de dificuldade, abrir uma nova dificuldade para os enigmas, que com certeza deixa tudo muito mais interessante.

"Incrível"
Silent Hill 2
O lado bom
  • Gráficos
  • Trilha sonora
  • Enredo
  • Sons ambientais
  • Exploração do cenário
O lado Ruim
  • Controles
  • Câmeras atrapalham
  • CGs menos interessante
  • Paleta de cores limitada

Conclusão

Assim como o primeiro game, Silent Hill 2 continua sendo uma obra que deve ser apreciada por aqueles que curtem games de terror psicológico.

Reviver essa aventura de terror é uma tarefa obrigatória para qualquer gamer que ame o terror psicológico e definitivamente aconselho a versão HD do PlayStation 3.

Comentários
Para comentar é necessário estar logado.
Nenhum Comentário Encontrado