CEO da Larian fala um pouco da próxima geração.

Ainda que os hardwares locais (consoles) ainda estejam muito presentes, o Cloud Gaming deve prometer mais processamento.
Leonardo Stein Antunes Santos
Publicado em 08/07/2019 00:05

Ainda que nada tenham sido diretamente apresentados, os novos consoles da próxima geração (o PS5, Xbox Scarlett e o novo Google Stadia) foram um dos assuntos mais comentados na E3 desse ano. Especificidades técnicas apresentadas antes, durante e depois do evento roubaram diversas vezes os holofotes das pessoas que estão atentas as novas tecnologias e mexe surgem perguntas como “mas tal jogo estará disponível na próxima geração?”.

Diversos aspectos chamam a atenção, entre eles, a capacidade de processamento (local vs. nuvem) e a utilização de SSD.  Mas afinal, o que é isso?

De uma maneira sucinta, SSD (do inglês, Solid-State Drive ou unidade de estado sólido) é um tipo de HD que guarda as informações a serem lidas de um jeito diferente, utilizando memória flash (parecido com pen drives e memórias de cartão). Esse tipo de armazenamento difere dos famosos HDs por, por exemplo (e principalmente) por ter um tempo de acesso as informações reduzido. Isso faz com que o carregamento seja muito mais rápido.

Muitas empresas estão muito empolgadas com essas novas mudanças, entre eles, a Larian (que está atualmente desenvolvendo Baldur’s Gate III). O CEO da empresa comentou um pouco sobre processamento SSD e sobre o Cloud Gaming, principalmente o Google Stadia.

“Para ser honesto, as pessoas já têm SSDs em seus computadores, então não é uma revolução tão grande. Streaming é uma tecnologia muito importante para jogos modernos hoje em dia, assim quanto mais rápido você puder transmitir seus dados, mais você pode por nele e assim vai poder ter mais qualidade no seu produto, o que é praticamente o que todos querem. A grande questão é quanto de memória você terá? Quando poder de CPU nós teremos? Porque isso também é importante, mas são as coisas que nós sempre vemos em todas as gerações.

(...)

Eu acho que a pergunta mais interessante seria como coisas como o Google Stadia vai mudar as coisas. Ele dará aos desenvolvedores algo diferente. Num data center, essas maquinas são conectadas umas as outras, assim você poderá pensar em fazer coisas como renderização elásticas, como fazer alguns servidores juntos fazer simulações físicas que não poderiam ser possíveis num hardware local. Eu acho que veremos muitas evoluções nessa direção”.

Basicamente, o que o CEO da Larian fala é que a próxima geração sim, será muito mais potente, mas que não foge muito do que temos hoje em dia. Entretanto, uma plataforma exclusiva na nuvem (como o Stadia) pode ir além das limitações de um hardware local, permitindo simulações físicas mais complexas (que foi o que basicamente Phill Harrison, o chefão do Google Stadia comentou alguns meses atrás).

Podemos ver que a próxima geração, ainda que esteja em desenvolvimento, será um divisor de águas e apresentação de novas maneiras de jogar videogame. Seja por nuvem ou hardware local, cada qual com seus defeitos e qualidades, nós gamers só temos a ganhar.

E você? Está mais empolgado com os novos PS5, Xbox Scarlett ou está mais ansioso pelo Google Stadia? Deixe sua opinião nos comentários abaixo e Press Start! Para a nova geração.  

Fonte: WCCF Tech
Comentários
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leostsantos
08/07/2019 00:08
Olha por mim, o que vier ta no lucro... Eu só fico com pé atrás um pouco do Stadia aqui no Brasil, a internet daqui acho que ainda não tem capacidade pra tanto processamento. =T